Esta atividade trabalha discurso direto e indireto em textos narrativos, com foco na identificação das vozes do narrador e das personagens, na pontuação do diálogo e na transformação de falas. Para 6º e 7º ano, esse conteúdo é especialmente importante porque os alunos já produzem narrativas mais elaboradas e precisam compreender como a escolha do tipo de discurso interfere no ritmo, na clareza e no efeito de sentido do texto.
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A proposta se encaixa em Língua Portuguesa, no campo artístico-literário, podendo ser aplicada no 2º ou 3º bimestre, durante o estudo de contos, crônicas, narrativas de aventura, suspense ou humor. A atividade dialoga com as habilidades EF69LP47, ao analisar vozes do narrador e das personagens em discurso direto e indireto, e EF67LP30, ao propor a criação de narrativas com inserção adequada desses discursos. A BNCC também destaca, no eixo de produção textual, a necessidade de orquestrar diferentes vozes em textos literários, usando fala do narrador, discurso direto, indireto e indireto livre.
Atividade de Discurso direto e indireto
Parte 1: Identificação das vozes no texto
Leia o trecho abaixo para responder às questões 1 a 4.
Clara entrou apressada na biblioteca e encontrou Pedro sentado perto da janela. Ele parecia preocupado.
Clara perguntou:
“Você conseguiu terminar o trabalho de Ciências?”
Pedro respondeu que ainda faltava pesquisar as imagens e organizar a conclusão. Clara, então, abriu o caderno e disse:
“Podemos fazer isso agora, antes da aula.”
Pedro agradeceu e comentou que, com ajuda, terminaria tudo a tempo.
1. Identifique duas falas que aparecem em discurso direto no texto.
2. Copie uma frase do trecho que esteja em discurso indireto.
3. Quem é responsável por contar os acontecimentos do texto: o narrador ou uma personagem? Explique sua resposta.
4. No trecho, quais sinais de pontuação ajudam a marcar o discurso direto?
Parte 2: Classificação
5. Classifique cada frase como discurso direto ou discurso indireto.
a) Mariana disse que não poderia ir ao ensaio naquele dia.
b) “Não esqueça o livro na sala”, avisou o professor.
c) O menino perguntou se o ônibus já havia passado.
d) “Eu preciso falar com você”, afirmou Júlia.
e) A diretora comunicou que a reunião começaria às oito horas.
6. Relacione as colunas.
Coluna A
- Discurso direto
- Discurso indireto
- Verbo de enunciação
- Narrador
Coluna B
a) Voz que conta os acontecimentos da história.
b) Forma de apresentar a fala da personagem com suas próprias palavras.
c) Verbo que introduz ou anuncia uma fala, como dizer, perguntar, responder e afirmar.
d) Forma de apresentar a fala da personagem reproduzida de modo mais direto.
Parte 3: Transformação de discursos
7. Reescreva as frases em discurso indireto.
a) Lucas afirmou: “Eu encontrei a chave no pátio.”
b) A professora perguntou: “Vocês entenderam a atividade?”
c) Ana disse: “Amanhã vou visitar minha avó.”
8. Reescreva as frases em discurso direto.
a) O aluno respondeu que havia esquecido o caderno em casa.
b) A mãe avisou que o almoço estava pronto.
c) Pedro perguntou se poderia participar do grupo.
Parte 4: Pontuação e organização do diálogo
9. Complete o diálogo com os sinais de pontuação adequados. Use dois-pontos, aspas, ponto de interrogação, ponto final ou vírgula quando necessário.
Rafaela perguntou
Você viu meu estojo azul
Tiago respondeu
Vi sim estava em cima da mesa da professora
Rafaela sorriu e disse
Obrigada pensei que tivesse perdido
10. Reescreva o trecho abaixo organizando corretamente o discurso direto.
O treinador chamou os jogadores e disse vocês precisam manter a calma no segundo tempo João respondeu nós vamos tentar professor o treinador completou confiem no treino de vocês
Parte 5: Interpretação e efeito de sentido
Leia as duas versões.
Versão 1:
“Eu não peguei seu lápis”, disse Bruno, olhando para o chão.
Versão 2:
Bruno disse que não havia pegado o lápis do colega, enquanto olhava para o chão.
11. Qual versão aproxima mais o leitor da fala da personagem? Explique.
12. Que efeito a expressão “olhando para o chão” pode produzir na interpretação da cena?
Parte 6: Produção escrita
13. Crie um pequeno diálogo entre duas personagens que se encontram depois de uma prova difícil. Use discurso direto e pelo menos dois verbos de enunciação diferentes.
14. Transforme o diálogo que você criou na questão anterior em um pequeno parágrafo narrativo com discurso indireto.
Gabarito
1. O aluno pode copiar: “Você conseguiu terminar o trabalho de Ciências?” e “Podemos fazer isso agora, antes da aula.” Ambas são falas reproduzidas diretamente, marcadas por aspas.
2. Possíveis respostas: “Pedro respondeu que ainda faltava pesquisar as imagens e organizar a conclusão” ou “Pedro agradeceu e comentou que, com ajuda, terminaria tudo a tempo.” As duas apresentam a fala da personagem por meio da voz do narrador.
3. Quem conta os acontecimentos é o narrador. Espera-se que o aluno perceba que há uma voz externa relatando ações das personagens, como “Clara entrou apressada na biblioteca” e “Ele parecia preocupado”.
4. Dois-pontos, aspas, ponto de interrogação e ponto final. O aluno também pode mencionar que a pontuação ajuda a separar a voz do narrador da fala da personagem.
5.
a) Discurso indireto.
b) Discurso direto.
c) Discurso indireto.
d) Discurso direto.
e) Discurso indireto.
6.
- d
- b
- c
- a
7. Sugestões de resposta:
a) Lucas afirmou que havia encontrado a chave no pátio.
b) A professora perguntou se eles tinham entendido a atividade.
c) Ana disse que no dia seguinte visitaria sua avó.
Podem ocorrer variações, desde que o aluno mantenha o sentido, ajuste pronomes, tempos verbais e expressões de tempo quando necessário.
8. Sugestões de resposta:
a) O aluno respondeu: “Esqueci o caderno em casa.”
b) A mãe avisou: “O almoço está pronto.”
c) Pedro perguntou: “Posso participar do grupo?”
Também são aceitáveis respostas com pequenas variações, desde que apresentem a fala direta da personagem de forma clara.
9. Sugestão de resposta:
Rafaela perguntou:
“Você viu meu estojo azul?”
Tiago respondeu:
“Vi, sim. Estava em cima da mesa da professora.”
Rafaela sorriu e disse:
“Obrigada. Pensei que tivesse perdido.”
O professor pode aceitar o uso de travessão no lugar das aspas, caso a turma já tenha estudado essa forma de marcação do diálogo.
10. Sugestão de resposta:
O treinador chamou os jogadores e disse:
“Vocês precisam manter a calma no segundo tempo.”
João respondeu:
“Nós vamos tentar, professor.”
O treinador completou:
“Confiem no treino de vocês.”
Também é possível organizar o trecho em parágrafo único, desde que as falas estejam pontuadas corretamente.
11. A versão 1 aproxima mais o leitor da fala da personagem, porque apresenta exatamente o que Bruno disse, em discurso direto. Espera-se que o aluno perceba que o discurso direto dá mais vivacidade à cena e permite ouvir a personagem com mais proximidade.
12. A expressão pode sugerir vergonha, insegurança, medo, culpa ou nervosismo. A resposta admite variações, desde que o aluno relacione o gesto corporal ao possível estado emocional da personagem.
13. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno crie uma situação coerente, use discurso direto, marque adequadamente as falas e empregue pelo menos dois verbos de enunciação, como perguntou, respondeu, comentou, explicou, reclamou, afirmou ou avisou.
14. Resposta pessoal. O aluno deve transformar o diálogo em um parágrafo com discurso indireto, sem reproduzir as falas exatamente como foram ditas. Espera-se ajuste de pronomes, verbos e expressões de tempo, além de manutenção do sentido geral da cena.
Como aplicar essa atividade
Momento ideal de aplicação: esta atividade funciona melhor depois de uma primeira explicação sobre discurso direto e indireto, quando os alunos já viram exemplos em contos, crônicas ou trechos de romance. Ela também pode ser usada durante a leitura de uma narrativa, para mostrar que a pontuação e os verbos de fala não são detalhes isolados, mas escolhas que organizam as vozes do texto.
Dificuldade comum: muitos alunos confundem discurso indireto com simples retirada das aspas. O ponto mais delicado é perceber que, ao transformar a fala, mudam pronomes, tempos verbais e expressões como hoje, amanhã, aqui e agora. Vale resolver uma transformação coletivamente, pensando em voz alta cada alteração.
Variação por perfil de turma: em turmas com mais dificuldade, reduza o número de transformações e ofereça um banco de verbos de enunciação. Em turmas avançadas, peça que comparem o efeito de sentido entre as duas versões e justifiquem qual delas combina melhor com suspense, humor ou drama.
Atividade complementar: depois da correção, proponha a reescrita de uma cena curta de conto ou HQ, alternando discurso direto e indireto. Essa retomada ajuda o aluno a usar o conteúdo em produção textual real, não apenas em frases soltas.
Conclusão
A atividade permite que os alunos de 6º e 7º ano avancem na leitura de narrativas ao reconhecer quem fala, quem narra e como essas vozes se organizam no texto. Ao transformar falas e produzir pequenos trechos, a turma trabalha pontuação, verbos de enunciação, coerência e efeito de sentido de forma integrada. Esse domínio é importante para melhorar tanto a interpretação literária quanto a escrita autoral, especialmente em gêneros narrativos estudados nessa etapa.
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